quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sem stress

Terrorismo é uma coisa, estupidez é outra!!
Por: Ricardo Araújo Pereira in Visão

Os serviços secretos de Espanha andam a brincar connosco. Há uns séculos, os espanhóis levaram uns bofetões de uma profissional da indústria da panificação, e não deve passar um dia em que não pensem na vingança. Na semana passada comunicaram-nos que a Al Qaeda ameaça praticar actos terroristas em Portugal. E nós, parvos, acreditámos. Até onde chega a credulidade dos portugueses... Primeiro acreditámos no Sócrates, e agora nos espanhóis. Há que aprender a lição.

Como é evidente, só um terrorista muito estúpido é que vem exercer a profissão para cá. Com a vigilância que existe, hoje em dia, nos aeroportos, os terroristas só podem entrar no País de carro. E vir andar de carro para as nossas estradas é das decisões mais obtusas que uma pessoa pode tomar. É verdade que eles são suicidas, mas não exageremos. Vai uma grande diferença entre ser suicida e ser burro.

Por outro lado, os terroristas que tiverem a infeliz ideia de entrar no País terão de construir a bomba cá. Não se faz uma viagem Paquistão-Portugal com um engenho explosivo debaixo do braço. Há que ir a uma loja comprar peças. E é aqui que as chatices começam. «Esta peça, só mandando vir do estrangeiro, chefe. Daqui a duas semanas mete-se o Carnaval, por isso agora só em Março.»

Se o explosivo levar combustível, pior ainda. Eles que vejam o preço a que está a nossa gasolina, a ver se continua a apetecer-lhes rebentar coisas. É muito fácil apanhar terroristas em Portugal. São os tipos de turbante que estão nas bombas da Galp a chorar. Os que lá andam a chorar sem turbante somos nós.

E depois temos as contingências inerentes a uma actividade tão perigosa como é o fabrico de um engenho explosivo. O terrorista corre inúmeros riscos, o maior dos quais é ir parar a um hospital português. Basicamente, o sistema de saúde português oferece-lhe três hipóteses: pode morrer no caminho, pode morrer na sala de espera e pode morrer já dentro do hospital. É certo que o esperam 71 virgens no Paraíso, mas aposto que, para morrer num hospital português, o terrorista fica em lista de espera até as virgens serem septuagenárias, altura em que a virgindade perde muito do seu encanto.

Quando, finalmente, os terroristas conseguem reunir condições para construir a bomba, o prédio que tinham planeado mandar pelos ares já explodiu há dois meses, ou por mau funcionamento da canalização do gás, ou porque o esquentador de quatro ou cinco condóminos está instalado na casa de banho. Portugal pode ser um bom destino turístico, mas para fazer terrorismo não tem condições nenhumas.


... e para que não restem duvidas, aqui está a prova de que não há razão para alarme!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Terroristas...

A cave do prédio em ruínas assistia ao culminar de uma operação que levara anos a preparar. Os terroristas, orgulhosos por terem sido escolhidos, ansiavam agora por essa última viagem que os levaria ao paraíso.
Ultimados os preparativos, o chefe da organização pendura o calendário onde assinalará o dia do terrifico atentado.
-Dia 7 - determinou o chefe como data certa.
Na sala fez-se silêncio. Ao fundo, um murmúrio e um dedo no ar. A voz trémula sai de um individuo que interpreta o líder.
- Chefe... posso? - o chefe incentiva-o a que se pronuncie:
- Sim. Diga.
- É que... dia 7 não posso. Tenho dentista.
- Hummm! - o chefe ponderou. Olhando novamente para o calendário, riscou o dia 7 e escolheu um novo dia. - 9. Dia 9, fixem bem.
Alguém tosse e há nova interpelação:
- Chefe! Desculpe.
- Sim? - responde o chefe com a sua voz inquisidora.
- É que... dia 9 tenho a festa da escola dos miúdos. Já prometi que ia filmar.
- Dia 9? - volta a olhar para o calendário. Volta a riscar o dia e aponta outro mais à frente. - 14. E não se altera mais vez nenhuma - comunica, já incomodado.
- Cof! Cof! Cof! - todos os presentes tossem em uníssono.
- O que é que tem o dia 14?
Os operacionais entreolham-se, esperando que um deles ganhe coragem para explicar. Ao fundo, um esclarece.
- É que dia 14 vamos jogar à bola com os terroristas de Al Axa. É a final, chefe.
A unanimidade na sala faz com o líder nem questione o pedido. Volta para o calendário e procura nova data.
- E a 16? - sugere alguém na sala. O chefe finge que não ouve e continua apontando para o calendário.
- 16, chefe. A 16! - grita novamente.
O chefe hesita. Volta-se e esclarece.
- A 16 não posso eu. A mais nova faz anos.
Silêncio na sala.
Ainda se tentaram mais vinte e tal datas, mas não foi conseguído quorum.
A decisão foi adiada para nova reunião...


E depois dá nisto...

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